domingo, 18 de março de 2012

Contra a Parede


Contra a Parede é um longa alemão de Fatih Akin, lançado em 2004, que narra os dramas e choques culturais do turcos radicados na Alemanha. A trama gira em torno de Sibel (Sibel Kekilli), uma jovem turca que deseja levar uma vida como a de toda jovem alemã, e Cahit (Birol Ünel), um quaretão que se tornou autodestrutivo após perder a mulher.

Ao se encontrarem em uma clínica psiquiátrica, Sibel convence Cahit a casar-se com ela. Seria um casamento de fachada, apenas para ajudá-la a livrar-se de sua família turca tradicional, de modo que eles seriam livres para envolver-se com quem quisessem e ela bancaria a vida a dois. Após muitas tentativas por parte de Sibel, Cahit aceita casar-se com ela.

Após algumas cômicas visitas à casa dos pais de Sibel, os dois se casam e passam a morar juntos. De início, a liberdade agrada. Mas, com o tempo, as coisas começam a mudar e é aí também que se complicam.

É a velha história de sempre, dos diferentes que se apaixonam, mas com um pouco mais de energia. Depois de certo tempo, os personagens, culpados, se domesticam e a trama perde um pouco de sua força inicial, se torna previsível. Mas, ainda assim, Contra a Parede merece ser visto. Recomendo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sobre um certo filme

Certa feita, uma amiga muito querida e de gosto muito similar ao meu me falou (e tornou a falar várias outras vezes) sobre um filme que ela assistira por acaso numa dessas madrugadas insones da vida e que lha agradara bastante. Ela me falou tanto e por tantas vezes sobre esse filme que me rendi e acabei assistindo-o. Só tive oportunidade de vê-lo essa única vez, mas lembro que ele me agradou bastante. Fiz, inclusive, o seguinte comentário sobre ele (que enviei em e-mail sobre minhas impressões sobre ele àquela amiga querida de lá de cima):

"Esse filme é belo, Luh. Sua doçura tem um quê de triste. Aliás, sua tristeza, essa sim, é que tem um quê de doce. Realmente, todos nós merecemos uma segunda chance. E, principalmente, todos nós devemos nos dar uma outra chance - isso é o mais importante. Não há pecado em voltar atrás, não há pecado em pedir  desculpa, não há pecado em perdoar. E nada disso nos impede de seguir adiante. Na verdade, na verdade, pra seguir adiante, muitas das vezes, nós temos que voltar atrás, que pedir desculpa, que perdoar. No começo, eu o achei um pouco chato, um tanto sem sentido, mas a verdade é que ele se explicava e, por isso mesmo, eu o entendi. Era o passado que moldava o futuro. Depois ficou fácil de entendê-los, entender seus motivos e suas razões - e de me sentir realmente tocada por todas aquelas histórias, que eram só uma. Foi o futuro melhorando o passado e, com isso, melhorando a si mesmo. Que lição bonita, Luh!"

O e-mail é de maio de 2009. Faz quase dois anos. Como disse, não tive oportunidade de rever o filme. Por isso, manterei o mistério. Quando voltar a vê-lo (e tenho esperanças que será logo), direi o nome e o que achei, novamente, sobre ele.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Um Beijo Roubado



Um Beijo Roubado é o primeiro filme de Wong Kar Wai totalmente gravado em inglês. O filme conta a história de Elizabeth (interpretada por Norah Jones, em seu primeiro trabalho como atriz), uma mulher amargurada que, após ser traida e abandonada, busca consolo em Jeremy (Jude Law), dono do bar em que ela vai deixar as chaves para que seu ex vá buscá-las. Durante várias noites, Jeremy e Elizabeth ficam conversando em seu bar, enquanto Elizabeth come uma fatia de torta de blueberry, surgindo daí uma relação de amizade e cumplicidade. Uma noite, após um beijo roubado, Elizabeth parte pelas estradas dos EUA, conhecendo em seu caminho diversas figuras inusitadas, com histórias tão tristes quanto a sua.

Um Beijo Roubado traz o olhar apaixonado e multicolorido de Wong Kar Wai. Não chega a ser uma obra-prima, mas, no mínimo, agrada, pela sua poesia e trilha sonora, assinada por Ry Cooder, o mesmo de Paris, Texas.

Aliás, apenas por ser um Wong Kar Wai, já é motivo mais que suficiente pra conferir. 

Não deixem de ver!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tudo Pode Dar Certo


Li a sinopse de Tudo Pode Dar Certo e o que mais me animou foi o nome Woody Allen na ficha técnica. No outro dia, fui conferi-lo, sem esperar muito (apesar de ser um Allen). Qual não foi a minha surpresa! Esse filme, definitivamente, alegrou não só a minha noite, mas toda a minha semana (que já estava ótima, diga-se). Aliás, estou certa que esse sentimento foi compartilhado pos todos que estavam naquela sala escura. Foram risos e mais risos do início ao fim. E bom mesmo foi ver a felicidade e o encantamento das pessoas quando a sessão terminou.

Tudo Pode Dar Certo, filmado em Nova York (após anos rodando na Europa, Woody Allen finalmente voltou às origens - e em grande estilo!), conta a história de Bóris (Larry David), um suicida rabugento que, certa noite, abriga a doce e ingênua Melodie (Evan Rachel Wood) em sua casa. O roteiro, em certos pontos, é previsível. Mas nem por isso deixa de ser interessante.

Tudo Pode Dar Certo é divertido, inteligente, ácido - um verdadeiro Allen. Recomendo overdoses de Allen.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Birds - Nate Kash




Fazia tempo que não ouvia Kate Nash e, hoje, por acaso, me deu uma vontade louca de ouvi a voz rouca  e forte dela. Nate Nash é uma cantora inglesa que ganhou fama após Lily Allen (que eu também adoro!) divulgá-la em seu MySpace. Birds foi umas das suas primeiras músicas a fazer sucesso. Também, pudera: a letra é linda, a melodia é linda, a voz dela é linda.

Birds conta a história de um rapaz que vai atrás da garota por quem é apaixonado e tenta demonstrar isso a ela, usando uma comparação com os pássaros.

Eis a letra:

"She was waiting at the station
He was getting off the train
He didnt have a ticket so he had to bum through the barriers again.
Well the ticket inspector saw him rushing through
He said: girl you don't know how much I missed you but
We'd better run cos' I havent got the funds to pay this fine.
She said: fine.

Well so they ran out of the station and jumped onto a bus
With two of yesterdays travel cards and two bottles of Bud,
And he said: you look well nice.
Well she was wearing a skirt
And he thought she looked nice
And yeah, she didnt really care about anything else
Because she only wanted him to think that she looked nice,
And he did.

But he was looking at her, yeah all funny in the eye.
She said: come on boy tell me what your thinking,
Now dont be shy.
He said: alright, I'll try.
All the stars up in the sky and the leaves in the trees,
All the broken bits that make you jump up and grassy bits in between.
All the matter in the world is how much I like you.

She said: what?
He said: let me try and explain again.

'Right, birds can fly so high, or they can shit on your head,
Yeah they can almost fly into your eye and make you feel so scared.
But when you look at them, and you see that they're beautiful,
That's how i feel about you.
Right birds can fly so high and they can shit on your head,
Yeah they can almost fly into your eye and make you feel well scared.
But when you look at them, and you see that they're beautiful,
That's how i feel about you.
Yeah thats how i feel about you.'

She said: what?
He said: you.
She said: what are you talking about?
He said: you.

Right birds can fly so high or they can shit on your head
Yeah they can almost fly into your eye and make you feel so scared.
But when you look at them, and you see that they're beautiful,
That's how i feel about you.
Right birds can fly so high or they can shit on your head,
Yeah they can almost fly into your eye and make you feel well scared.
But when you look at them, and you see that they're beautiful,
That's how i feel about you.
Right, thats how i feel about you.

She said: thanks, I like you too.
He said: cool."



terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sobre meninos e lobos


Eleito pela National Board of Review of Motion Pictures o melhor filme de 2003, Sobre Meninos e Lobos conta a história de três amigos que crescem brincando nas ruas de Boston até que um acontecimento dramático muda suas vidas. Eles crescem e cada um segue seu caminho, até que outro acontecimento dramático os reúne novamente. A filha de Jimmy (Sean Penn) é assinada e Sean (Kevin Bacon) assume o caso. Para completar, Dave (Tim Robbins), o outro amigo, é o principal suspeito. Nessa história, não há mocinhos ou bandidos, apenas seres humanos com toda a sua densidade e profundidade. Um ótimo filme, com personagens densos e verossímeis, direção sóbria e ótimas atuações. Um dos meus preferidos.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Processo - Franz Kafka


Em O Processo, Kafka conta a história do banqueiro Josef K., processado sem saber o motivo e, tampouco, quem o denunciou. K. era uma funcionário exemplar que, devido a sua grande dedicação, logo cresceu na empresa. De princípio, pensa ser uma brincadeira de seus amigos e acredita que todo o mal entendido será resolvido. Entretanto, no dia de seu aniversário de 30 anos, é detido por dois guardas em seu quarto. A partir daí, começa o inferno de Josef K.

Kafka, como sempre, vai além e, em O Processo, dialoga com a filosofia, a sociologia, a política, o direito, a psicologia... e nos brinda com uma excelente obra, que, como tal, deve ser lida e relida.

Recomendo demais.